sexta-feira, 19 de março de 2021

Não sei o que vejo


 Fragilidade de ser  e de  sùbito a existência

da falésia explodiu num grito mudo debaixo

dos meus pès ...

de súbito reencontrei o mundo na vertigem

dos sentidos o granito  em lentos devaneios

a um passo do vazio o mar quase intocável

a palmo do meu rosto e o horizonte tão leve

tão irreal no delírio ensombrado dos meus

dedos ... dizem que estás descalça que trazes

os pès  rentes a maresia e que não te vestes

de negro dizem que te vestes  de mar e ao

fundo  não sei o que vejo ...

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